FALTA-ME O TEMPO
para o blogue, para levar a sério o que se diz no telejornal.
Recupero os dias que perdi a falar bem do meu país no estrangeiro, indo às finanças pagar multas, tentando que os compromissos de trabalho se mantenham de pé, e que a vizinha de baixo entenda que a razão porque um bocado do tecto lhe caiu não foi eu não estar em casa e de ninguém bater com portas ou martelos...
Passo nas livrarias e avisto os pontas-de-lança de consumo a que chamam "literatura". Alguém vai receber muitas folhas do mesmo...
De Espanha chega o interesse da crítica. O Agarrate a mi pecho en llamas faz um caminho mais auspicioso do que por cá. Santos de casa, já se sabe...
ps: permanece o mistério da não existência de transportes aéreos entre Portugal e a Galiza... Lá terei de ir perder mais uma malita para o aeroporto de Barajas (Madrid)...
Caeiro, também aqui, é o mestre. Este blogue é mantido por Possidónio Cachapa e todos os que acham por bem participar. A blogar desde 2003.
22 de novembro de 2007
15 de novembro de 2007
ESPANHA
Ainda de mala perdida (obrigado aeroporto e companhia aérea), para variar, passo por aqui, para anotar rapidamente umas coisas.
1: Cada vez mais, Espanha se abre aos autores portugueses, recebendo-os com carinho, lendo-os e desejando-lhes que voltem para partilhar. São mais as coisas que nos unem do que aquelas que nos separam.
2: AGARRATE A MI PECHO EN LLAMAS, funciona da mesma maneira noutras línguas.
3. Madrid é encantador em dias de sol, mas Zaragoza é uma cidade a descobrir rapidamente. Uma boa oportunidade será no próximo ano, com a Expo2008.
4. Gostei muito de falar com os alunos de português em Espanha. Aprendem voluntariamente e falam com entusiasmo.
5. Viva o vinho aragonés. E as tapas em geral.
ps: que me perdoem os que comentaram por estes dias, mas sem querer, apaguei os comentários. Em resposta à Julie, nos USA, estou bem, o terramoto no norte do Chile só matou uma velhinha. Deus a guarde. Para a Elena, d Zaragoza, obrigado pelas palavras simpaticas e boa leitura. para o anónimo que dizia que "estava muito diferente", é verdade: mais cabelos brancos, menos ingénuo, mas ainda assim um pateta que abraça primeiro e pergunta depois :)
Ainda de mala perdida (obrigado aeroporto e companhia aérea), para variar, passo por aqui, para anotar rapidamente umas coisas.
1: Cada vez mais, Espanha se abre aos autores portugueses, recebendo-os com carinho, lendo-os e desejando-lhes que voltem para partilhar. São mais as coisas que nos unem do que aquelas que nos separam.
2: AGARRATE A MI PECHO EN LLAMAS, funciona da mesma maneira noutras línguas.
3. Madrid é encantador em dias de sol, mas Zaragoza é uma cidade a descobrir rapidamente. Uma boa oportunidade será no próximo ano, com a Expo2008.
4. Gostei muito de falar com os alunos de português em Espanha. Aprendem voluntariamente e falam com entusiasmo.
5. Viva o vinho aragonés. E as tapas em geral.
ps: que me perdoem os que comentaram por estes dias, mas sem querer, apaguei os comentários. Em resposta à Julie, nos USA, estou bem, o terramoto no norte do Chile só matou uma velhinha. Deus a guarde. Para a Elena, d Zaragoza, obrigado pelas palavras simpaticas e boa leitura. para o anónimo que dizia que "estava muito diferente", é verdade: mais cabelos brancos, menos ingénuo, mas ainda assim um pateta que abraça primeiro e pergunta depois :)
9 de novembro de 2007
DE VOLTA A CASA
...penso no Chile. Nos chilenos. Nos desertos a sério que não vi, por falta de tempo. Na forma afável com que respondem a uma primeira abordagem. Não falam muito. Nos "colectivos" (táxis que vão recebendo passageiros até esgotar os lugares) ou nos autocarros, calam-se, mesmo entre si. A sombra da ditadura ainda se sente. A palavra "Pinochet" aparece nas paredes, vaiada ou apoiada, frequentemente.
É uma sociedade endogâmica, mas organizada e disposta a chegar sem pressas ao futuro. Basta visitar o museu pré-colombiano, em Santiago, para entender que estamos perante um conjunto de povos antigos, que dominavam elementos abstractos na arte, muito antes de nós, na Europa. Picassos antes de tempo, o simbolismo a prevalecer sobre o realismo.
Sai de lá com o meu portunhol carregado de sotaque sul-americano. A cheirar a frutilla.
Vou querer voltar para ver a Patagónia e Atacama. Os extremos.
...penso no Chile. Nos chilenos. Nos desertos a sério que não vi, por falta de tempo. Na forma afável com que respondem a uma primeira abordagem. Não falam muito. Nos "colectivos" (táxis que vão recebendo passageiros até esgotar os lugares) ou nos autocarros, calam-se, mesmo entre si. A sombra da ditadura ainda se sente. A palavra "Pinochet" aparece nas paredes, vaiada ou apoiada, frequentemente.
É uma sociedade endogâmica, mas organizada e disposta a chegar sem pressas ao futuro. Basta visitar o museu pré-colombiano, em Santiago, para entender que estamos perante um conjunto de povos antigos, que dominavam elementos abstractos na arte, muito antes de nós, na Europa. Picassos antes de tempo, o simbolismo a prevalecer sobre o realismo.
Sai de lá com o meu portunhol carregado de sotaque sul-americano. A cheirar a frutilla.
Vou querer voltar para ver a Patagónia e Atacama. Os extremos.
4 de novembro de 2007
CLOP CLOP
O que eu gosto nos sul-americanos é a descontracçao.
No Brasil riam-se à gargalhada da minha tentativa de provar que estava diplomado para fazer mergulho. "Tudo bem, cara!".
Aqui, no Chile, chego a um rancho que vende passeios a cavalo e digo que não tenho experiência."Los caballos san mansitos". E pronto: 5 minutos depois estava a trote pela rua empedrada, ao 10 min. subia um monte, aos 30 min. tentava dominar uma égua que queria atirar-se da encosta abaixo e aos 40, caminhava sobre um cavalo que por sua vez se equilibrava num carreiro de 40 cm... O vale a brilhar lá em baixo.
Gosto dos sul-americanos. A vida é mais simples.
E, frequentemente, mais curta.
O que eu gosto nos sul-americanos é a descontracçao.
No Brasil riam-se à gargalhada da minha tentativa de provar que estava diplomado para fazer mergulho. "Tudo bem, cara!".
Aqui, no Chile, chego a um rancho que vende passeios a cavalo e digo que não tenho experiência."Los caballos san mansitos". E pronto: 5 minutos depois estava a trote pela rua empedrada, ao 10 min. subia um monte, aos 30 min. tentava dominar uma égua que queria atirar-se da encosta abaixo e aos 40, caminhava sobre um cavalo que por sua vez se equilibrava num carreiro de 40 cm... O vale a brilhar lá em baixo.
Gosto dos sul-americanos. A vida é mais simples.
E, frequentemente, mais curta.
30 de outubro de 2007
DO CHILE...
Chega-se ao maravilhoso edifício da estacão (nao sei das cedilhas, neste teclado) Malpocho e lembramo-nos logo do que deve ser uma feira do livro. Em seguida, vemos as filas para entrar, as turmas escolares que chegam aos magotes e se espalham a folhear o que podem (ou, como acontece muito por aqui, a namorar, que é uma outra forma de compreender o Camilo Castelo Branco).
O Brasil é o país convidado, preenchendo com "charlas" (conferencias - também não encontro o circunflexo...) sobre os seus autores e a sua visao do mundo.
Por Portugal estou cá eu, a fazer o que posso, a falar de Herberto Hélder ou dos autores recentes. Sempre bem apoiado pela Embaixada/Instituto Camões.
Os Chilenos ficam curiosos. Só sabem do Saramago, do Pessoa e do Lobo Antunes. Querem saber mais e eu conto-lhes. Somos uma gota no universo dos livros, a divulgar a língua e a literatura portuguesas.
Na Universidade faco um workshop com os alunos de portugues. Brincamos à escrita criativa. E eles inventam e escrevem com o mesmo animo dos que encontro em Portugal.
Penso como seria bom para Portugal que isto não fosse um acto isolado.
Acho que repetir este programa de divulgacao da nossa literatura, mundo afora, só poderia trazer benefícios para todos.
Vamos ver.
Chega-se ao maravilhoso edifício da estacão (nao sei das cedilhas, neste teclado) Malpocho e lembramo-nos logo do que deve ser uma feira do livro. Em seguida, vemos as filas para entrar, as turmas escolares que chegam aos magotes e se espalham a folhear o que podem (ou, como acontece muito por aqui, a namorar, que é uma outra forma de compreender o Camilo Castelo Branco).
O Brasil é o país convidado, preenchendo com "charlas" (conferencias - também não encontro o circunflexo...) sobre os seus autores e a sua visao do mundo.
Por Portugal estou cá eu, a fazer o que posso, a falar de Herberto Hélder ou dos autores recentes. Sempre bem apoiado pela Embaixada/Instituto Camões.
Os Chilenos ficam curiosos. Só sabem do Saramago, do Pessoa e do Lobo Antunes. Querem saber mais e eu conto-lhes. Somos uma gota no universo dos livros, a divulgar a língua e a literatura portuguesas.
Na Universidade faco um workshop com os alunos de portugues. Brincamos à escrita criativa. E eles inventam e escrevem com o mesmo animo dos que encontro em Portugal.
Penso como seria bom para Portugal que isto não fosse um acto isolado.
Acho que repetir este programa de divulgacao da nossa literatura, mundo afora, só poderia trazer benefícios para todos.
Vamos ver.
24 de outubro de 2007
CHILE
Nos próximos dias não vou poder escrever aqui.
Vou atravessar o Atlântico, em direcção ao Chile. A convite de várias instituições portuguesas e da Feira do Livro de Santiago do Chile, ali estarei, a defender a literatura portuguesa. Sobretudo, a dos outros, embora, de raspão, também lhes dê contas do meu trabalho.
Num espanhol fraquito, é certo :)
Adeus e até ao meu regresso.
ps: admitindo que a greve dos pilotos da TAP me deixa arrancar...
Nos próximos dias não vou poder escrever aqui.
Vou atravessar o Atlântico, em direcção ao Chile. A convite de várias instituições portuguesas e da Feira do Livro de Santiago do Chile, ali estarei, a defender a literatura portuguesa. Sobretudo, a dos outros, embora, de raspão, também lhes dê contas do meu trabalho.
Num espanhol fraquito, é certo :)
Adeus e até ao meu regresso.
ps: admitindo que a greve dos pilotos da TAP me deixa arrancar...
22 de outubro de 2007
PECHO EN LLAMAS
Para los amigos de Espanha, aqui fica a capa da edição espanhola de SEGURA-TE AO MEU PEITO EM CHAMAS.
A apresentação será feita em Madrid a 13 de Novembro (no decurso de um grande evento literário organizado pela Embaixada de Portugal) e a 14 em Zaragoza.
Para os portugueses que não leram e que o queiram fazer na nossa língua, basta procurar nas zonas mais escuras das grandes livrarias, no sítio dos escritores que não apresentam coisa nenhuma, ou, no caso da Fnac, esgaravantando na prateleira da letra "C" (normalmente estão escondidos por detrás do COELHO, Paulo). Ou comprar via net, de qualquer livraria online
Para los amigos de Espanha, aqui fica a capa da edição espanhola de SEGURA-TE AO MEU PEITO EM CHAMAS.
A apresentação será feita em Madrid a 13 de Novembro (no decurso de um grande evento literário organizado pela Embaixada de Portugal) e a 14 em Zaragoza.
Para os portugueses que não leram e que o queiram fazer na nossa língua, basta procurar nas zonas mais escuras das grandes livrarias, no sítio dos escritores que não apresentam coisa nenhuma, ou, no caso da Fnac, esgaravantando na prateleira da letra "C" (normalmente estão escondidos por detrás do COELHO, Paulo). Ou comprar via net, de qualquer livraria online
HER(M)ITAGE
Em homenagem à nossa ministra resolvi ir visitar o Hermitage de Amsterdão que lhe serve de referência. 7 euros depois (mais 2 por um café e 4 (quatro) por uma fatia ranhosa de bolo de maçã) fiquei elucidado (ah! e mais 1 euro para o cacifo obrigatório).
A média de idades rondava os 120 anos, descontando a minha e a de duas crianças de olhar esgazeado, arrastadas pelos pais.
Resumindo: trata-se de uma colecção de objectos, a maioria "caseiros", digamos assim, feitos no início do século XX. Arte Nova, quase tudo. Do tédio de ver cadeiras artisticamente trabalhadas, à excitação de observar pregadeiras de peito (a quem o nome mais comum faria justiça), foi do dinheiro mais mal dado da minha vida.
Mas percebi a razão de se ir estourar mais de um milhão de euros para ter coisas daquelas cá, ao ler o Destak de hoje (700.000 leitores, dizem eles, quem quiser que acredite. Deparei com uma entrevista a Isabel Pires de Lima. Igual a si própria. E por incrível que pareça, ela quer mesmo atrair a 3a idade. Alguém lhe deve ter dito que isto da velharia é que dava dinheiro. Provavelmente o colega das Finanças. E vá de gastar o erário público e os escassos mecenatos obtidos naquilo.
Já agora propunha-lhe uma exposição internacional de andarilhos. Ou um congresso de Viagra com bailarinas vestidas com bananas à moda de 1920.
Da entrevista percebe-se 2 coisas: a senhora está a fazer tudo para agradar ao nosso primeiro-engenheiro, para que este, na sua teimosia a mantenha até ao fim do mandato.
Há um lado bom nisto de promover cultura para a 3a idade: é que eu, quando leio estes dislates, fico com a cabeça cheia de cabelos brancos.A segunda, ela e a sua equipa acreditam que a cultura de um país se faz sem os criadores vivos.
Daqui a apreciar o pastelão do Hermitage é um passinho.
19 de outubro de 2007
OLHAR DE FORA PARA DENTRO
De passagem por Amsterdao, olhando as folhas vermelhas e amarelas que caem na relva, penso na diferenca das coisas.
Os holandeses nao sao um povo pr'a' frentex, como se gosta de imaginar. Pelo contrario, uma parte da populacao 'e bastante conservadora. A diferenca para o pais onde regressarei dentro de 2 dias consiste em que os valores pessoais nao se sobrepoem aos dos outros. Isto 'e, nao se tenta impingir a moral caseira ao vizinho. Nao preciso de aprovar o tipo que consome marijuana no cafe', ou que haja uma multidao de malucos que prefere pedalar a engordar ao volante de um carro. Basta que os deixe fumar em sitios em que nao me chateiem e que construa pistas para ciclistas.
Seria tudo tao mais facil se houvesse menos gente a dizer aos outros o que fazer ou sentir...
ps: nao acho acentos nem cedilhas e muito menos os tils.
De passagem por Amsterdao, olhando as folhas vermelhas e amarelas que caem na relva, penso na diferenca das coisas.
Os holandeses nao sao um povo pr'a' frentex, como se gosta de imaginar. Pelo contrario, uma parte da populacao 'e bastante conservadora. A diferenca para o pais onde regressarei dentro de 2 dias consiste em que os valores pessoais nao se sobrepoem aos dos outros. Isto 'e, nao se tenta impingir a moral caseira ao vizinho. Nao preciso de aprovar o tipo que consome marijuana no cafe', ou que haja uma multidao de malucos que prefere pedalar a engordar ao volante de um carro. Basta que os deixe fumar em sitios em que nao me chateiem e que construa pistas para ciclistas.
Seria tudo tao mais facil se houvesse menos gente a dizer aos outros o que fazer ou sentir...
ps: nao acho acentos nem cedilhas e muito menos os tils.
15 de outubro de 2007
LEIS E ESTATUTOS DO ARTISTA
A confusão continua. Perante um gabinete ministerial a transbordar de preguiça e ignorância, só resta chamar a atenção para os erros mais crassos.
Vejam esta petição online. Que não servirá para nada, como não serviu nenhuma até hoje, uma vez que a nossa democracia parlamentar é tudo menos representativa, mas que não invalida a sua pertinência.
Ao olhar para as propostas de orçamento para a cultura e para os projectos sub-santanais a que o ministério se propõe, só o desalento me assola.
Os portugueses que vêem a cultura como um bem de primeira necessidade sentem-se como os brasileiros se sentiram com Lula: comidos e sem alternativa.
A confusão continua. Perante um gabinete ministerial a transbordar de preguiça e ignorância, só resta chamar a atenção para os erros mais crassos.
Vejam esta petição online. Que não servirá para nada, como não serviu nenhuma até hoje, uma vez que a nossa democracia parlamentar é tudo menos representativa, mas que não invalida a sua pertinência.
Ao olhar para as propostas de orçamento para a cultura e para os projectos sub-santanais a que o ministério se propõe, só o desalento me assola.
Os portugueses que vêem a cultura como um bem de primeira necessidade sentem-se como os brasileiros se sentiram com Lula: comidos e sem alternativa.
13 de outubro de 2007
FÁTIMA, FADO E FUTEBOL
Gosto tanto da RTP. Usando apenas alguns milhares de funcionários e umas centenas de milhões de euros por ano, consegue dar-nos a toda a hora futebol, fado (na rtp memória - tanta amnésia que para aí ataca, logo ali...) e agora fátima. Foi bonito ver como a filha da comadre Felgueiras dizia com certeza, que se comemoravam 70 anos "sobre o dia em que o sol rodou". Se isto não justifica um orçamento anual superior ao do Ministério da Cultura, não sei o que justifique...

Ps: Durante a sua performance, o cardeal que veio representar o Vaticano mostrou-se muito audacioso. Quiçá, temerário:
"Face a tais pretensões, o mínimo que podemos fazer é rebelar-nos com a mesma audácia dos Apóstolos perante idêntica pretensão dos senhores daquele tempo: 'Não podemos calar o que vimos e ouvimos'", disse o Secretário de Estado do Vaticano, perante milhares de peregrinos hoje presentes no Santuário de Fátima."
Ora, até que enfim que o Vaticano vai revelar os milhares de casos de abuso acontecidos com os menores à sua guarda.
Gosto tanto da RTP. Usando apenas alguns milhares de funcionários e umas centenas de milhões de euros por ano, consegue dar-nos a toda a hora futebol, fado (na rtp memória - tanta amnésia que para aí ataca, logo ali...) e agora fátima. Foi bonito ver como a filha da comadre Felgueiras dizia com certeza, que se comemoravam 70 anos "sobre o dia em que o sol rodou". Se isto não justifica um orçamento anual superior ao do Ministério da Cultura, não sei o que justifique...

Ps: Durante a sua performance, o cardeal que veio representar o Vaticano mostrou-se muito audacioso. Quiçá, temerário:
"Face a tais pretensões, o mínimo que podemos fazer é rebelar-nos com a mesma audácia dos Apóstolos perante idêntica pretensão dos senhores daquele tempo: 'Não podemos calar o que vimos e ouvimos'", disse o Secretário de Estado do Vaticano, perante milhares de peregrinos hoje presentes no Santuário de Fátima."
Ora, até que enfim que o Vaticano vai revelar os milhares de casos de abuso acontecidos com os menores à sua guarda.
A PRAGA
Uma praga de mosquitos atacou a Madeira. Apareceram de repente e andam a deixar muitas pessoas malucas, a coçarem-se por todo lado.
O amigo Alberto João tem a certeza que foi o Sócrates quem lançou o flagelo. E para corroborar isto, o secretário regional da saúde já veio afirmar que a coisa veio para ficar. Que é melhor os madeirenses "habituarem-se".
Uma praga de mosquitos atacou a Madeira. Apareceram de repente e andam a deixar muitas pessoas malucas, a coçarem-se por todo lado.
O amigo Alberto João tem a certeza que foi o Sócrates quem lançou o flagelo. E para corroborar isto, o secretário regional da saúde já veio afirmar que a coisa veio para ficar. Que é melhor os madeirenses "habituarem-se".
AI, AS BOAS MANEIRAS...
Olhando para baixo, vejo que às vezes sou um bocado malcriado nos posts.
Num país em que nada se diz, tudo se sussurra e onde se deve sempre cumprimentar os que se desprezam, não é lá muito esperto.
Quando era miúdo cheguei a levar uns safanões de outros putos por causa da mania da franqueza. Parece que não me serviram de nada.
Assim, nunca mais chego a um bom tacho.
Desculpa lá, mãe!
Olhando para baixo, vejo que às vezes sou um bocado malcriado nos posts.
Num país em que nada se diz, tudo se sussurra e onde se deve sempre cumprimentar os que se desprezam, não é lá muito esperto.
Quando era miúdo cheguei a levar uns safanões de outros putos por causa da mania da franqueza. Parece que não me serviram de nada.
Assim, nunca mais chego a um bom tacho.
Desculpa lá, mãe!
11 de outubro de 2007
PRÉMIO ESTULTÍCIA (dicionário...)
de hoje, vai para o Partido Comunista que propõe como desígnio prioritário para o Orçamento de Estado do próximo ano, o aumento de salários da administração pública.
Não fala em aumento de produtividade, reajustamento do pessoal em excesso, apenas defende que a parte mais privilegiada em termos de direitos ganhe mais. Para consumir mais. Curioso, vindo de um partido que apela à igualdade.
Uns aspiram a viver o sonho de 1974, no que ele tem de interpelação livre do mundo. Outros pretendem manter Portugal na incoerência de 1975. Nem que seja para manter os tachos que guardam há 30 anos.
ps: interessante, na mesma linha, o trabalho de terror que os sindicados de professores, nomeadamente o da zona centro, anda a fazer nas escolas. Consta que no seu afã de ódio com a ministra (ou, mais provavelmente, por razões de origem deste, com o secretário de estado) têm promovido o "esclarecimento" dos docentes, dizendo-lhes que as avaliações os vão mandar para o despedimento. E acrescentam, sem direito a subsídio de desemprego. Não conheço este diploma mítico, nem tenho qualquer apreço pela dupla ministerial, mas tresanda-me a pouca vergonha e aldrabice destes sindicalistas. Eles sim estão aflitos, porque se os professores abrem os olhos, são eles quem tem de começar a trabalhar, em vez de arrastarem o cu, a fumar de converseta em converseta.
Como diria alguém, este país já não dá vontade de rir, mas de chorar.
de hoje, vai para o Partido Comunista que propõe como desígnio prioritário para o Orçamento de Estado do próximo ano, o aumento de salários da administração pública.
Não fala em aumento de produtividade, reajustamento do pessoal em excesso, apenas defende que a parte mais privilegiada em termos de direitos ganhe mais. Para consumir mais. Curioso, vindo de um partido que apela à igualdade.
Uns aspiram a viver o sonho de 1974, no que ele tem de interpelação livre do mundo. Outros pretendem manter Portugal na incoerência de 1975. Nem que seja para manter os tachos que guardam há 30 anos.
ps: interessante, na mesma linha, o trabalho de terror que os sindicados de professores, nomeadamente o da zona centro, anda a fazer nas escolas. Consta que no seu afã de ódio com a ministra (ou, mais provavelmente, por razões de origem deste, com o secretário de estado) têm promovido o "esclarecimento" dos docentes, dizendo-lhes que as avaliações os vão mandar para o despedimento. E acrescentam, sem direito a subsídio de desemprego. Não conheço este diploma mítico, nem tenho qualquer apreço pela dupla ministerial, mas tresanda-me a pouca vergonha e aldrabice destes sindicalistas. Eles sim estão aflitos, porque se os professores abrem os olhos, são eles quem tem de começar a trabalhar, em vez de arrastarem o cu, a fumar de converseta em converseta.
Como diria alguém, este país já não dá vontade de rir, mas de chorar.
10 de outubro de 2007
SEX TAPES DESESPERADAS
Descobri no blogue das PF (via Jorge V. Nande, a quem se pode chamar sem medo, o batedor índio da net, no que toca a séries, filmes e por aí fora), este vídeo da Eva Longoria e do marido a gozarem com as gravações "secretas" que circulam na net.
A ideia é gira.
Descobri no blogue das PF (via Jorge V. Nande, a quem se pode chamar sem medo, o batedor índio da net, no que toca a séries, filmes e por aí fora), este vídeo da Eva Longoria e do marido a gozarem com as gravações "secretas" que circulam na net.
A ideia é gira.
ONDE PÁRA... O IMPOSTO ÁUDIO-VISUAL (sic, como no recibo da edp)?
O José Rodrigues dos Santos tirou uns bocadinhos à escrita das suas histórias para dar entrevistas "polémicas". Como os mass merdia gostam. No caso, para revelar uma coisa em que ninguém tinha ouvido falar: o conselho de administração da rpt interfere com a redacção de formas ínvias.
Parece que não gostaram que um tipo que ganha cem vezes o sálario mínimo nacional tirasse os dedos da peneira com que se tapavam. Chatearam-se não por ser mentira, mas porque um tipo que ganha tanto como eles fez barulho. Deveria fazer como os outros milhares de inúteis e ficar caladinho. Sob pena de ver diminuído o valor do tacho.
Acontece que o pivô-escritor vive um momento em que acredita não precisar da RTP. Que a venda dos seus livros o manterá de boa saúde financeira para sempre. Que continuará a interessar os mesmos milhares de leitores ad aeternum. Daí que se tenha dado ao luxo da verdade.
Na verdade, esta polémica faz lembrar uma briga numa casa de putas: quando se zangam, batem todas no peito e dizem que sim senhor, gostam muito de levar na anilha desde que lhes paguem. Mas cada uma reclama ser a mais asseadinha do prostíbulo.
O José Rodrigues dos Santos tirou uns bocadinhos à escrita das suas histórias para dar entrevistas "polémicas". Como os mass merdia gostam. No caso, para revelar uma coisa em que ninguém tinha ouvido falar: o conselho de administração da rpt interfere com a redacção de formas ínvias.
Parece que não gostaram que um tipo que ganha cem vezes o sálario mínimo nacional tirasse os dedos da peneira com que se tapavam. Chatearam-se não por ser mentira, mas porque um tipo que ganha tanto como eles fez barulho. Deveria fazer como os outros milhares de inúteis e ficar caladinho. Sob pena de ver diminuído o valor do tacho.
Acontece que o pivô-escritor vive um momento em que acredita não precisar da RTP. Que a venda dos seus livros o manterá de boa saúde financeira para sempre. Que continuará a interessar os mesmos milhares de leitores ad aeternum. Daí que se tenha dado ao luxo da verdade.
Na verdade, esta polémica faz lembrar uma briga numa casa de putas: quando se zangam, batem todas no peito e dizem que sim senhor, gostam muito de levar na anilha desde que lhes paguem. Mas cada uma reclama ser a mais asseadinha do prostíbulo.
6 de outubro de 2007
3 de outubro de 2007
INTERMITÊNCIA
Ontem não escrevi no blogue, hoje escrevo... Amanhã não escrevo, no outro dia, sim...
Deve ser por isso que me incluo entre os intermitentes...
Ah, não!
Ser intermitente é pagar impostos e não ter direito a fundo de desemprego, subsídio de doença, de maternidade, férias, etc, etc... É trabalhar sem horários e por vocação e não ser reconhecido pelo Estado. É dar o seu melhor e recusar levar a criatividade para outro país e ser tratado como um cão.
É isso. Afinal sempre sou intermitente, tal como os carpinteiros de cena, os técnicos de som, de iluminação, os actores...
Ontem não escrevi no blogue, hoje escrevo... Amanhã não escrevo, no outro dia, sim...
Deve ser por isso que me incluo entre os intermitentes...
Ah, não!
Ser intermitente é pagar impostos e não ter direito a fundo de desemprego, subsídio de doença, de maternidade, férias, etc, etc... É trabalhar sem horários e por vocação e não ser reconhecido pelo Estado. É dar o seu melhor e recusar levar a criatividade para outro país e ser tratado como um cão.
É isso. Afinal sempre sou intermitente, tal como os carpinteiros de cena, os técnicos de som, de iluminação, os actores...
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